Rio Fashion Week
“O Rio encanta e machuca. E ao mesmo tempo que é pesado, também é leve”
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| Pier MauÁ com vistas para Baía de Guanabara |
✈️💛 Meu Roteiro:
Caxias do Sul /Porto alegre
Porto Alegre /São Paulo
São Paulo / Rio de Janeiro
🏛️ Local: Rio Fashion Week – Grande evento
de moda brasileiro
🛣️ Endereço: PIER MAUÁ - RJ
⏰ Horário e data: 14 a 18 de abril /2026
Abertura:
14:00 / deterça a sábado
🧳❤️Dica Feliz Cidade na Mala:
“Venha com a mente aberta”
Mais
do que uma semana de desfiles, o RioFW é um espaço de curiosidade, arte,
cultura e visões de mundo que se chocam ou se entrelaçam num mesmo
espaço.
O Rio entre o mito e o concreto: a "Cidade Maravilhosa" vista de perto
O Rio de Janeiro é, antes de tudo, uma ideia. Viajamos até ele carregando o peso desse nome, "Cidade Maravilhosa", como se fosse um selo de garantia.
Mas ninguém cruza o país, enfrenta horas de conexão e o cansaço dos aeroportos esperando encontrar a perfeição absoluta de um cartão-postal. Esperamos, talvez, a verdade. E a verdade do Rio é uma construção complexa, onde a natureza exuberante é, por vezes, negligenciada pela indiferença humana.
Entre
a Passarela e o Caos: O Rio que o Cartão-Postal não Mostra
"Durante esta edição do Fashion Week, minha lente não esteve voltada apenas para o corte dos tecidos ou a composição das passarelas. Eu buscava entender como a cidade se oferece — ou se esconde — de quem a visita. O que encontrei, contudo, foi um contraste cortante e um amadorismo fantasiado de etiqueta.
No
primeiro dia, sob um sol impiedoso, fomos submetidos a um labirinto de
desorientação. Havia um exército de profissionais devidamente trajados de preto
— o figurino padrão do staff que deveria exalar eficiência —, mas
que, na prática, operava em um vácuo de informações. As orientações para as
filas, supostamente divididas por critérios rígidos entre pulseiras eram um
exercício de desencontro.
O
tempo de espera tornou-se um desperdício absoluto, uma burocracia vazia que nos
jogava de um lado para o outro sem qualquer empatia ou inteligência logística.
A ironia final atingiu o ápice ao cruzarmos a entrada: depois de tanta
segregação e triagem exaustiva nas filas, o local não possuía numeração e
o dissolveu-se em um improvisado 'sentem onde quiser'.
Ficou
evidente que a elegância das roupas não mascarou o despreparo humano — o
glamour da passarela torna-se apenas uma camada fina de verniz sobre uma
realidade desestruturada."




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