Mãe da Esperança, rogai por nós
146ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio - Via Estrada dos Romeiros
Caminho, Rezo, Agradeço...
Data: 24, 25
e 26 de maio
Farroupilha/RS
“Viajo para
sentir, porque as lembranças não seguem roteiro”
... Para
pessoas que colecionam experiências.
Textos:
@marciafcm
Fotos:
@itacir.fotoarte
Há
caminhos que nos levam muito além do destino. A Estrada Municipal Alziro
Galafassi, conhecida como a estrada dos romeiros, é um desses
percursos. Ligando Caxias do Sul ao Santuário de Caravaggio, em
Farroupilha. – é uma trilha de fé,
silêncio e descobertas.
Peregrinar com Fé: ”10 passos para uma alma leve até Caravaggio”
1. O chamado interior
Antes de tudo, há um impulso silencioso. Um desejo que nasce da alma: agradecer, pagar uma promessa, se reconectar com Deus ou consigo mesmo. É o primeiro passo invisível, mas fundamental.
Diante do totem azul e branco, onde se lê “o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”, algo se acende por dentro. É mais do que o início da caminhada — é o despertar da fé que move o romeiro. As palavras convidam à oração, ao terço nas mãos e à certeza de que cada passo será guiado por algo maior. Nesse instante, o corpo se prepara, mas é a alma que já começa a caminhar.
2. A decisão de caminhar
Optar por ir a pé é escolher o caminho do sacrifício e da entrega. Não é o mais fácil, mas certamente o mais transformador.
Mais do que resistir ao cansaço, o romeiro é convidado a sentir a beleza da jornada. Que a caminhada não seja apenas sacrifício físico, mas também um mergulho na gratidão, nos pequenos milagres do presente e na alegria de estar vivo — passo a passo, sob o olhar amoroso de Nossa Senhora.
3. Preparar o corpo e o espírito
No caminho, encontrei dois romeiros que vieram de longe — de São Paulo até Gramado, e de lá seguiram para Caxias do Sul, encarando a Estrada dos Romeiros até Farroupilha. Fiquei impressionada com a energia e serenidade dos dois. Eram exemplos vivos de coragem, fé e determinação.
O que leva alguém a fazer uma peregrinação tão longa? Talvez o desejo de superar obstáculos, de cumprir uma promessa, de se reconectar com algo maior. Não sei ao certo. Mas sei que, ao abraçá-los, senti neles a leveza de quem venceu. E ali, naquele momento, tive a certeza de que preparar o corpo é necessário, mas é o espírito que sustenta até o fim.
4. Perceber a estrada dos romeiros
A Estrada Alziro Galafassi é quase um santuário ao ar livre. O verde das árvores, o colorido das flores e a paz do entorno já anunciam que algo especial está para acontecer.
A imagem fala por si: uma estrada longa e serena, ladeada por um gramado verdinho, casas silenciosas, um banco à sombra do arvoredo, o colorido das flores silvestres emoldurando o caminho. A natureza abraça o asfalto e oferece ao romeiro o que ele mais precisa: pausa, respiro e beleza.
É impossível não sentir paz ao caminhar por esse cenário. Cada detalhe — do canto dos pássaros ao balanço das folhas — parece conspirar a favor do silêncio interior. E é nesse silêncio que a fé floresce, firme e tranquila, como tudo que é guiado pelo amor.
5. O silêncio que acolhe
A imagem de um lago tranquilo, rodeado por árvores altas e cortado por uma ponte singela, revela um tipo raro de beleza: a que não precisa de palavras.
Assim como essa paisagem silencia o mundo ao redor, o romeiro também silencia por dentro. É no silêncio que ele escuta o que mais importa: suas angústias, suas perguntas mais profundas, suas reais necessidades. O barulho da vida dá lugar à escuta do coração.
Dizem que atuar no silêncio é a glória de poucos — e talvez por isso a caminhada seja um exercício de sabedoria. Em um mundo que é tão barulhento seu silêncio pode ser o seu valor.
6. As marcas do caminho
Ao longo da estrada dos romeiros, surgem sinais que tocam o coração e renovam a esperança. Uma pequena igreja, cuidadosamente preservada, construída com amor e esforço pela comunidade local, nos lembra que a fé é feita de mãos que se unem. Um canteiro de flores bem cuidado, uma torneira com água fresca disponível ao romeiro, uma cruz de madeira — tudo isso fala, silenciosamente, da presença de Deus no caminho.
Esses símbolos não estão ali por acaso. São gestos de acolhimento, de fé compartilhada, que nos convidam a seguir em estado de oração, de gratidão e entrega. A cruz, sobretudo, nos lembra o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade — e que a dor também pode ser caminho de luz. Cada sinal nos fortalece e nos encoraja, como se dissesse: “Continue. Você não está só.”
7. Peregrinar é transformar
Nesta foto, eu e meu esposo caminhamos juntos, sorrindo pelo trajeto e rezando com o coração voltado a Nossa Senhora. Levávamos um pedido especial: a renovação do nosso matrimônio. Cada passo era uma prece, cada olhar trocado, um sinal de parceria.
A peregrinação é mais do que chegar a um destino — é um caminho de transformação, de mudança interior e crescimento mútuo. Aprendemos que viver como casal fiel e obediente a Deus exige mais do que amor: exige respeito, confiança, escuta e entrega.
Que possamos ser sempre receptivos aos aprendizados que a vida a dois nos traz. Porque, assim como na estrada dos romeiros, no casamento também é preciso caminhar lado a lado, com fé, paciência e coração aberto à renovação diária.
8. Jornada espiritual: um caminho só seu
Na romaria, muitos caminham lado a lado, na mesma direção, mas cada jornada é única. Cada romeiro carrega suas próprias dores, lutas, promessas e interrogações. É uma experiência coletiva, sim — mas profundamente individual.
À medida que o santuário se aproxima, percebo que o meu tempo físico e espiritual não é igual ao de ninguém. Meus passos são meus. Minha mente, minhas memórias, minhas escolhas — tudo pertence à minha trajetória. O que levo comigo nesta caminhada é reflexo da minha vontade de me conhecer mais a fundo, enfrentar meus defeitos e valorizar minhas virtudes.
A peregrinação me ensina que meu percurso na vida também depende de mim: das minhas forças, da minha fé e da minha abertura ao aprendizado.
9. Ser um peregrino na vida
Diante dessa casa antiga, de tijolos à vista e estrutura comprida, ao estilo italiano, penso na semelhança com a nossa própria existência. Podemos estar marcados pelo tempo, com o corpo cansado, a “carcaça meio ruída”... mas o que importa mesmo é o que carregamos por dentro.Ser peregrino na vida é isso: não se acomodar na fé, é buscar diariamente a presença de Deus, é invocar a Santíssima Trindade para guiar nossos passos, mesmo quando a estrada parece difícil. É manter a alma leve, aberta ao aprendizado, e confiar que Nossa Senhora de Caravaggio nos acolhe como filhos — com paciência, amor e sabedoria.
Não importa quantas portas já se fecharam ou quantas janelas estão enferrujadas: a fé é sempre capaz de renovar o interior. Ser peregrino na vida é seguir caminhando com esperança, mesmo quando o corpo pede descanso — porque a alma ainda quer florescer.
10. A leveza da alma ao avistar o Santuário
A chegada ao Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio é algo difícil de explicar em palavras. Enquanto alguns já participavam da celebração, romeiros eram recepcionados com carinho, e carros ainda estacionavam ao redor, eu me sentia em êxtase. Tudo ao meu redor se dissolvia — o que eu via, sentia e vivia era aquele vasto espaço me esperando.
A cada passo, a imagem central do Santuário se tornava mais nítida, mais próxima. Aquele era o meu momento. Eu sabia que Nossa Senhora estava ali, me acolhendo com ternura.
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Marcia & Itacir, uma bênção encontrá-los no caminho da vida, o caminho que vivemos, contemplar e absorver o que diferentes locais oferecem, e deixar de presente para quem quiser ler, curtir, aproveitar.
ResponderExcluirQue presente ler seu comentário! Continue conosco em nossa próxima jornada!
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